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SAÚDE: Doenças nas latinhas de refrigerante ?


O boato das latinhas assassinas
Anda circulando pela internet um e-mail alarmante anunciando casos de morte de pessoas que beberam cerveja ou refrigerante em lata (entre eles o pai da modelo Daniela Sarahyba) sem antes lavar sua tampa. A fatalidade teria sido provocada por leptospiras, bactérias presentes na urina dos ratos e que causam a leptospirose.
 
A verdade é que o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) jamais chegou a realizar uma análise a respeito das latinhas e o pesquisador Fabio Lopes Olivares, do Centro de Biociências e Biotecnologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense, que assina o texto, garante que apenas repassou o e-mail. A autoria até hoje é desconhecida.
 
O advogado Orlando, pai de Daniela Sarahyba, realmente faleceu de leptospirose, há seis anos. Porém, na época, ele tinha um ferimento no pé e esteve em contato com água contaminada numa viagem à Santa Catarina. "Ele sentiu dores no corpo e na cabeça. Primeiro os médicos acharam que era dengue, depois hepatite. Demorou dez dias para sair o diagnóstico verdadeiro: leptospirose", relembra Dona Adeli, avó da modelo.
 
Cientificamente, é quase impossível alguém contrair essa doença bebendo refrigerante em lata. ''Leptospiras gostam de ambientes úmidos e de temperaturas elevadas (por volta de 29ºC). Por isso, é muito improvável que elas consigam sobreviver mais que algumas horas na tampa da lata. Primeiro porque a urina, mais cedo ou mais tarde, seca. E, então, adeus umidade. Segundo porque essas bebidas são geralmente ingeridas geladas, o que mataria definitivamente as bactérias", explica Vasco Carvalho Pedroso de Lima, infectologista do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo. "Outras bactérias como a Salmonella tife (que transmite a febre tifóide) preferem ambientes frios. Mas sua contaminação é feita através de fezes humanas e as latas não são armazenadas em esgotos. Além disso, nos dois casos, para provocar a morte, seria necessária uma grande concentração de ambas", continua o especialista.
 
Mesmo que não haja risco de morte, é bom lavar sempre a superfície da lata com água e sabão e usar canudo ou copo na hora de beber. As bebidas ficam em armazéns antes de serem transportadas e vendidas em supermercados, restaurantes e bares. Nesse trajeto, entram em contato com bactérias , poeira e muita sujeira.
 
Ou seja, é melhor proteger sua boca dessa imundície.

Artigo enviado por Cristiano R.

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