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Brinquedos científicos portugueses chegam ao Brasil


Marina Conceição  
27/06/10 11:35
   

A Science4you, liderada por Miguel Pina Martins, tem um ano e meio de vida e já facturou 200 mil euros em 2009 com a venda de brinquedos científicos.

A Science4you, liderada por Miguel Pina Martins, tem um ano e meio de vida e já facturou 200 mil euros em 2009 com a venda de brinquedos científicos.

Depois de entrar em Espanha com oito meses de actividade, a Science4you cria empresa no Brasil.

Miguel Pina Martins ainda não acredita na sorte que teve quando, em 2006, retirou um papelinho de um saco preto que dizia "kit de física", numa acção de empreendorismo promovida pelo ISCTE e pela Faculdade de Ciências de Lisboa. Na verdade, o empresário - na altura ainda finalista do curso de Finanças do ISCTE - ficou desiludido, mas a iniciativa deu-lhe outra ideia: desenvolver brinquedos científicos e didácticos.

Em Outubro de 2008, criou a Science4you, especializada na produção de brinquedos científicos e didácticos. Passados oito meses a empresa já estava a vender em Espanha. Agora, chegou a vez de conquistar o mercado brasileiro de brinquedos através da Fnac.

"Em Setembro vamos entrar nas oito Fnac do Brasil, mas não vamos ser apenas exportadores. Vamos ter um parceiro com 50% da empresa", afirmou ao Diário Económico Miguel Pina Martins, presidente-executivo.

Além do Brasil, a empresa está já com dois contactos para Itália e Reino Unido. Até agora, o empresário nunca precisou de procurar parceiros. A presença na Semana Europeia das PME valeu-lhe os contactos dos potenciais parceiros para estes dois países.

Mas isso não chega a Miguel Pina Martins. O gestor de 25 anos está à procura de "parceiros em todos os países do mundo". Mas como o mundo é global e Portugal é "uma ervilha", a Science4you vai começar por abrir uma subsidiária em Espanha dentro de dois meses, uma exigência do El Corte Inglés para que os brinquedos portugueses possam entrar nas prateleiras nos grandes armazéns espanhóis.

A ideia de Pina Martins é desenvolver produtos adaptáveis à procura de cada país. "Se na Islândia nos pedirem para desenvolver um vulcão, nós desenvolvemos em Portugal, com os nossos ‘designers' e engenheiros, fazemos cá o ‘packaging' e enviamos para lá. O centro de tudo será sempre em Portugal", garante.

Com um ano de existência no mercado, a empresa já tem os seus brinquedos disponíveis nas maiores cadeias em Portugal: Fnac, El Corte Inglés e Toy'R'us. Em 2009, a Science4you facturou 200 mil euros e estima chegar aos 300 a 400 mil euros este ano, já contando com a "grave crise que a Espanha vive e que já se reflectiu na quebra de vendas no primeiro trimestre".

Por isso mesmo, a Science4you vai lançar brinquedos mais baratos, a menos de sete euros: quatro ‘puzzles' de desenhos do corpo humano (um de órgãos e outro de ossos e músculos), mapa da Europa e sistema solar. Brinquedos que se juntam ao portfólio de 19 brinquedos de energia eólica, solar e erupções vulcânicas, que são os ‘best-sellers'.


Produto português:

Etiqueta ‘Made in Portugal' não é prestigiante
A empresa é portuguesa mas as peças dos brinquedos vêm de Taiwan e Alemanha, mas Miguel Pina Martins comprometeu-se a começar a produzir em Portugal a um preço "um bocadinho mais caro". No entanto, a referência à origem dos 19 brinquedos científicos que a Science4you já tem não pode vir expressa em momento algum na caixa nem nas instruções. Segundo o empresário, "ser português não traz mais-valia nenhuma. Na maior parte dos países é associado a baixa qualidade".

 

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